
Li algo há um tempo que me fez rir, mas também me intrigou. Uma espécie de horóscopo sarcástico. Tinha o melhor do pior de cada signo. Nós, escorpianos, levamos adjetivos que iam desde tirano e sarcástico a perverso e malicioso. Terminava com a gloriosa frase: Pelo bem dos outros signos do zodíaco, os escorpianos deveriam ser todos exterminados. OK, é fato que a maioria - para não dizer todos - dos escorpianos que eu conheço tem seu lado maléfico, mas daí ao extermínio? E quanto ao nosso lado bom? (Sim, eu também tenho um lado bom). De todas as variadas definições do perfil do escorpião que eu tenho visto na minha vida, algumas características marcaram um pouco mais, por serem aquelas que eu enxergo em mim. Considero-me uma típica escorpiana: inteligente, misteriosa, de poucos amigos, mas estes sinceros, reservada, ciumenta, romântica, apaixonada, vingativa, rancorosa, fiel.
Dou vida à ideia de que escorpianos são os melhores amigos do mundo - e os piores inimigos; movo meio mundo para ajudar os que eu quero, mas posso mover o mundo inteiro para derrubar quem atente conta mim. Sou extremista assim. As coisas têm que ser como eu quero ou, no máximo, como eu quero.
Sou apaixonada - pelo namorado, pelos amigos (estes contados nos dedos de uma mão e ainda me sobram dedos) -, adoro de verdade, amo de verdade, acredito e defendo até o fim - ou até ser traída.
Traição é meu calcanhar de Aquiles. Não aceito, não engulo e não perdoo. Abomino de todas as maneiras possíveis. Posso até perder a maior paixão do mundo, mas não importa: fidelidade, para mim, é o mínimo possível e mais do que essencial, é tudo. E quando ela falta, deixo sair o monstro que há em mim - vingativo, rancoroso, querendo realmente devolver a dor que me foi dada. Ainda não cheguei ao nível de superioridade espiritual que conseguiria conter meu monstrinho, portanto, cuidado onde pisa.
Mas, enquanto respeitada, sou mais do que um anjo da guarda. Faço de um tudo para ajudar e agradar. Sou romântica boba, faço poemas, mando e-mails, recados, torpedos. Dou presentes, carinhos e amor como quem dá bom dia. De tudo, porém, gosto de ser lembrada pela minha inteligência. Mostro o que sei - disso, daquilo, de tudo. E o que não sei, vou atrás e aprendo. Determinada, além de tudo o que já disse, e um bocado mais - só convivendo para saber.