
Costumava pensar no mundo tão colorido que quando veio a tempestade noutro dia meu chão tremeu. O azul do meu céu ficou nublado por nuvens cinzentas e o verde da grama aos meus pés secou qual deserto. Mundinho sem sal, sem cor - tal estava meu mundo sem amor. E foi um não sei o quê que me deixou assim, um fim-final que eu nunca entendi - palavras que destroçaram um coração até então forte. E eu já pedi ajuda, e eu já tinha até jogado a toalha. Um anjo me mostrou que, sim, dá pra colar. E colocou no lugar um dos cem pedaços do meu coraçãozinho. Noventa e nove sobrando, espalhados ao meu redor. Mas é um quebra-coração dos mais difíceis de montar, precisa tentar muito, precisa de muita paciência, perspicácia e, claro, amor. E veio você, e me disse que vai ajudar a colocar de volta no lugar o que você desmontou, e eu acreditei. E eu estou esperando - não precisa ser tudo de uma vez, mas um pedacinho por dia eu sei que dá. Você coloca no lugar certo, encaixado com os outros pedacinhos, e eu passo o superbonder - que é pra não descolar mais nenhum pedaço de mim, que é pra eu não descolar de você também. E no final, a gente espalha um pouco de glitter, pra ficar mais bonito, porque só voltar ao que era não vale - tem que ser melhor, tem que ser o colorido com um pouco mais de brilho.








