▬ Open your eyes and look around you ▬
Esse tal desse anjinho – Ah! Esse anjinho, esse cupido. Me apronta cada uma… Te pego assim, e te arremesso pra longe! Cada flechada sua que me causou tanta dor… Ah, não? Como não? … Me dizes então que a dor não foi culpa tua, foi culpa das diferenças que eu tinha com os outros. Culpa por eu ser inconstante, teimosa, encrenqueira? Ah, não, não. E todos os desamores que eu já tive? … Não foram desamores? Como podem ter sido amores, se já nem há mais nada? Então me dizes agora que cada amor que eu já vivi teve sim um pedacinho de amor, de amigo, de companheiro, que me ajudou a aprender com os defeitos e as qualidades dos outros, e a dar valor aos sentimentos dos outros por mim?! Sei não… Cada ponta de flecha sua que me atingia uma hora me deixava tonta… Se bem que, é verdade, de momentos bons eu aproveitei bastante antes que se acabasse. Tá, eu entendo agora que eles me fortaleceram, mas pra que me fazer cair de cara no chão tantas vezes? Dizes que era pra eu estar pronta para um momento maior, é isso? Mas, então, co— AAII! Que foi isso? Essa doeu, anjinho! Ei, anjinho, cadê você? Me aprontando de novo, é isso? Mas… [Virando ao redor e procurando o anjinho, dá de cara com um certo rapaz]. Ai! Desculpa, éhh… [Olhos brilhando, e… o que mais? Pergunta pro cupido, que essa eu conto depois].





