Segunda-feira, Junho 28, 2010

Ô cupido, vá longe de mim!

▬ Open your eyes and look around you  ▬

Esse tal desse anjinho – Ah! Esse anjinho, esse cupido. Me apronta cada uma… Te pego assim, e te arremesso pra longe! Cada flechada sua que me causou tanta dor… Ah, não? Como não? … Me dizes então que a dor não foi culpa tua, foi culpa das diferenças que eu tinha com os outros. Culpa por eu ser inconstante, teimosa, encrenqueira? Ah, não, não. E todos os desamores que eu já tive? … Não foram desamores? Como podem ter sido amores, se já nem há mais nada? Então me dizes agora que cada amor que eu já vivi teve sim um pedacinho de amor, de amigo, de companheiro, que me ajudou a aprender com os defeitos e as qualidades dos outros, e a dar valor aos sentimentos dos outros por mim?! Sei não… Cada ponta de flecha sua que me atingia uma hora me deixava tonta… Se bem que, é verdade, de momentos bons eu aproveitei bastante antes que se acabasse. Tá, eu entendo agora que eles me fortaleceram, mas pra que me fazer cair de cara no chão tantas vezes? Dizes que era pra eu estar pronta para um momento maior, é isso? Mas, então, co— AAII! Que foi isso? Essa doeu, anjinho! Ei, anjinho, cadê você? Me aprontando de novo, é isso? Mas… [Virando ao redor e procurando o anjinho, dá de cara com um certo rapaz]. Ai! Desculpa, éhh… [Olhos brilhando, e… o que mais? Pergunta pro cupido, que essa eu conto depois].

Sábado, Junho 26, 2010

Quem vai dizer tchau

Quando aconteceu não sei, quando foi que eu deixei de te amar?

Procurando alguma coisa noutro dia, encontrei uma foto sua. Uma que eu nem lembrava existir, por acaso. Sabe aquele dia em saímos para a sorveteria, eu, você e sua irmã?… Pois é, esta mesma. Faz tanto tempo, né? Mas eu ainda lembro como se fosse ontem… Enfim, encontrei essa foto. E, junto, estava uma das cartas que você escreveu para mim. Uma daquelas que você me entregava nas datas comemorativas, daquelas bem longas, de duas folhas. E comecei a ler. E tantas lembranças vieram à minha mente… Todos os sorrisos juntos, todos os abraços apertados, e os frouxos também. Tantos dias passeando pela praia perto da sua casa, andando sobre as pedras à beira-mar. Tantas escapadas no meio da aula de sábado em que eu corria para ver você por uma hora ou pouco mais. E tantas ligações, tantas horas perdidas na espera de nos vermos. Tanto, tanto. E agora tão pouco. Na verdade, agora, é até difícil definir um pouco que seja do que já houve. Onde foi parar todo aquele sentimento que nós tínhamos? Quando foi que eu deixei de te amar? Eu não sei. Eu lembro de quando demos tchau, com lágrimas nos olhos e dor no coração. Quando o amor já nem era mais amor, já tinha se perdido, já era outra coisa. Mas havia sentimento, ainda. E havia a dor. A dor que, em mim, pelo menos, demorou tanto pra passar. Mas passou, pouco a pouco, até o momento em que a ausência da dor nem me deixava lembrar dela. Tanto que hoje eu consegui ler todas aquelas palavras que você me escreveu, sem derramar uma lágrima. Não que elas não me tragam nenhum sentimento – uma leve brisa de ternura, dos momentos bons como os que você descrevia em suas cartas. Mas só. Suas palavras não me trouxeram saudade, como eu um dia pensei que sempre fossem fazer. Não trouxeram saudade, pois isso seria vontade de ter-lhe por perto outra vez, e não é o que eu sinto hoje. A gente nem percebe o momento exato em que o amor se vai, mas depois de um tempo dá pra saber; quando se procura, só acha os rastros dele no coração. E, apesar de muita coisa, você deixou belas pegadas no meu coração. Ao menos é como eu vejo agora. E com um sorriso no rosto, eu terminei de ler a sua carta. “Para sempre, seu”, você assinou embaixo. Para sempre, eu concordo, porque você deixou sua marca em mim – uma marca bonita, no meu coração, como tantos o fizeram e tantos outros estão me marcando ainda.

Coisas da minha cabeça. Nada a ver com nada. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

Quinta-feira, Junho 24, 2010

she’s electric

20090128172446 Ela é do jeito que me faz sorrir, essa menina que existe aqui dentro de mim. Ela é elétrica. Ela é do jeito que não grita quando quer, só quando precisa, e não chora, ao menos não que você veja. Ela é forte. Ela é mulher crescida aqui dentro, determinada quando quer algo. Ela tem muita coisa na cabeça e mais ainda no coração. Tem um amor gigante na alma e muito ainda pra se ver sobre ela. Porque essa menina que existe aqui dentro de mim é só um pouco do que há, mas é muito de se ser.

She’s electric, can I be electric too?

Um blog novo, mas sem deixar de lado esse aqui, jamais. Visitem?

She’s electric

Terça-feira, Junho 22, 2010

E eu serei fogo

1264707364986_f_large→ É tão certo quanto o calor do fogo ↑

Não me interessa ser gelo – sentimentos fracos não têm vez. Quero mais é ser fogo – chama, reluzente, queimando por dentro. Gosto de ser essa que aquece – vital; essa que surpreende – brilhando na escuridão. Gosto de sentimentos fortes. Corpos distantes não me agradam – prefiro o calor do contato. Não me interessa ser gelo – sou o fogo que o derrete e evapora. Prefiro o brilho dos olhos a um olhar frio, o hálito quente ao arrepio. E eu queimo – machuco. Sou fogo que deixa marcado fundo na pele, na alma. Sou fogo que atinge em cheio – e deixa um rastro de fumaça por onde passa. Não sou invisível – sou chama alta à meia-noite, guia dos que me procuram. Sou passional, sou apaixonante – sou fogo que aquece, queima, dissipa. Sou chama ardente de paixão e de ódio, lado a lado. Não me interessa ser gelo – prefiro ser o calor que percorre o corpo e atinge o coração a nocaute. Sou chama da paixão, sou fogo de amor.

Domingo, Junho 20, 2010

Matematicamente falando

01

♪ O problema é que eu te amo ♪

No início, era a vida. Pura e simples. Foi aí, eu lembro, que você apareceu, e mexeu com tudo que havia aqui. De uma vez, bagunçou meus fundamentos matemáticos. Me disse que o coração não entende a matemática, e que na vida nem tudo é como no papel.  E eu, que via a vida racionalmente, caí. Caí, porque os cálculos que fundamentavam meus pilares estavam errados; você derrubou meus paradigmas e teoremas. E na minha mente, então, tudo era inequação. Porque eu não achava razão para o que crescia dentro de mim; eu não achava resposta para a dor de ficar longe de você. E tanto mais eu derivava, tanto mais longe de achar a solução dos meus problemas. O problema é que eu esquecia de acrescentar a variável fundamental nos meus cálculos: você. E foi quando eu me dei conta de que, com você ao meu lado, as inequações equalizavam, e eu conseguia encontrar as raízes. Foi quando eu percebi que bastava eu integrar você a mim, e tudo ao redor fazia sentido – todas as variáveis complexas que eu enfrentava de repente sumiram, e ficou só você na minha frente. Ou melhor, você e o amor – a constante que resultou da integral ʃeu♥você.

Sábado, Junho 19, 2010

Smile ♥

Just remember to smile

Te olho de longe; sorrio.
Chego, como quem não quer nada; sorris.
E trocamos duas palavrinhas.
A minha te leva um carinho.
A tua me traz um afeto.

Terça-feira, Junho 15, 2010

I hope I think I know


Acordou com o telefone tocando, alto, no quarto ao lado. A luz que entrava pela janela sem cortinas surgiu como um holofote ao abrir os olhos. Olhos pesados, que não queriam ser abertos ainda. Parecia que tinha dormido um dia inteiro. Pensou, e pensou, na esperança de encontrar um motivo para tal sensação. Ao olhar no espelho do guarda-roupa, logo em frente, viu um rosto inchado – cansado, de ter chorado muito antes de dormir. Jogou-se de volta entre as cobertas, os sentimentos todos vindo à tona de uma vez: desilusão, saudade, raiva. E o tal do amor, ainda lá. Esperava que depois de tantas lágrimas, o amor pudesse sair dela junto, mas lá estava ele. Sentia que as lágrimas tinham aliviado a dor, diminuído um pouco o sofrimento anterior; mas ainda tinha um pouco lá. Mas era mais saudade; mais vontade de que tudo voltasse a ser como antes. Mas não ia voltar, era difícil. Porque para ser como antes, só apagando os erros. E eles não se apagam. Ela não queria que fosse como antes – só queria que fosse, que se fizesse de tudo para ser. Perdida em pensamentos, assustou-se com o telefone tocando novamente; dessa vez, no quarto dela, quase ao seu lado. Uma mensagem de texto, poucas palavras – uma vontade de conversar, um querer saber se estava bem, como sempre. E um fio de esperança entre as letras, que só ela pôde notar – porque era o mesmo fio que segurava o tal do amor dentro dela ainda. Às vezes não importa o tamanho da dor. Porque a dor de não poder sentir juntos é maior que qualquer outra. Girou na cama, levantou-se e foi lavar o rosto; a alma já tinha sido lavada. Só faltava agora tentar consertar tudo por dentro. Mas o sol brilhava forte pela janela, o mesmo sol que brilhava pra ele; o sol de mais um dia que nascia, mais um dia para que a vida desse certo. Para quem tenta, de novo e de novo, é claro.

Domingo, Junho 13, 2010


The pressure is on, you feel it
But you got it all, believe it


Não adianta abaixar a cabeça, foi o que você me disse. Não adianta, porque o mundo ao redor é difícil e precisa que o enfrente de frente, no nível dos olhos. E não basta levantar a cabeça, precisa elevar o pensamento até o décimo segundo andar, de onde se pode ver a cidade ao redor. E não importa o tamanho da queda, ou se você foi empurrado, porque eu estou aqui pra lhe ajudar a subir as escadas novamente até o topo. E segurar a sua mão para que desta vez não caia de tão alto, que é o lugar ao qual você pertence. E não se preocupe com lágrimas, porque elas servem para lavar o lixo que deixaram em seu coração. E as cicatrizes não são de todo ruins; pode ter certeza, onde tem uma delas, não haverá outra no mesmo lugar. Porque você vai usar dos erros para aprender e vai ver que eles foram pedras no caminho, mas que você foi juntando até formar o caminho das pedras. E quando chegar no topo, vai me enxergar ao seu lado, à sua frente. Com você. Que é onde eu pertenço. E vai perceber que a vida é difícil, sim, mas ela é mais difícil para quem não tem ninguém ao lado. O que não é o seu caso - porque eu estou aqui, e eu não vou dizer tchau.

Não tava a fim de falar de amor no dia dos namorados... Enfim, feliz dia dos namorados à quem tenha namorado, e feliz dia dos namorados a quem namora a si mesmo. Na verdade, felicidade sempre, né? Eu ganhei uma camisa do Brasil lindinha e uma rosa e chocolates, então eu tô feliz feliz, alegre alegre. Quem quer um pouquinho de mim? Beijinhos.

Segunda-feira, Junho 07, 2010

Desculpa se eu te chamo de amor

O amor, de amor austero,
amor de amor perfeitinho,
é amor de amor sem destino,
é amor de amor sem elo.
O amor, de amor imperfeito,
amor de amor paralelo,
é amor de amor no peito,
amor de muito carinho.

Desculpa se eu te chamo de amor. É que pra mim é tão mais fácil tratar-te assim, do jeito que o sentimento me vem à boca. Porque se é amor, te chamo de amor (!). Mas só porque é, e eu sei que é, amor. E sabes também que é amor. Amor, amor, amor. E se grito bem alto não é pra te dar aborrecimento - é que o amor é tão grande que quase não cabe em mim, e sai assim, em alto e bom som. Desculpa se te chamo de amor. Mas é que assim não aperta o peito. Te chamo de amor e alivio a pressão de tanto sentimento que há aqui, aqui dentro, sabes. E te chamo de amor porque sei que não te machuca, sei que não te fere. E não fere a mais ninguém, isso fique claro. Porque se ferir, diz, e logo, porque não quero feridas em ninguém por causa do que eu sinto. Porque o que sinto é amor, e tem que ser de todo bom, então me avises se quiseres que eu pare. E desculpa se te chamo de amor. É que te amo tanto que não dá pra guardar tudo em mim. É preciso que guarde um pouco em ti, amor.

Sábado, Junho 05, 2010

Eu nunca disse adeus

♪ Agora, pra sempre, foi embora mas eu nunca disse adeus.

As mãos dadas, o beijo longo e o olhar nos olhos. A lágrima que escorria do canto do olho era quase invisível, mas quebrava a perfeição do momento. Nunca a ausência de um abraço apertara tanto. Nunca o suor das mãos fora tão frio. Nunca o som baixo das ondas ao redor fizara tanto barulho. Nunca.
Nunca mais sentiria o toque dos lábios que agora a beijavam uma última vez. E a lágrima que escorria por sua bochecha já esfriara e congelava sua alma. Aonde fora todo o amor? O vento forte que soprava bagunçava os cabelos e... Ah!... E o vento levou o que restara. Porque a areia subia com o vento, e ele escondeu o rosto, e os olhos nos olhos sumiram. E partiu-se a última ligação que sobrara, o último olhar. E o sol ameaçava se pôr muito em breve, e já estava tarde, e ela deveria ir. E foi-se, sem deixar palavra. Partir é fácil. Mas a dor de dizer adeus era muito grande, e ela não aguentava mais, não agora, quebrada, partida, ferida. Só.
Foi embora e nunca disse adeus.