Esforçava-se para manter o controle, para se lembrar de quem era. Aquele coração fraco não era seu, tampouco os olhos marejados. A água do chuveiro batia em sua pele como pequenas pedras de gelo, e ela não entendia por que tremia de frio numa noite tão quente. Enrolou-se na toalha e foi para o quarto, sentindo a brisa que entrava pela janela arrepiar seu corpo. Tremia. Vestiu-se, enrolou-se no cobertor e esperou. Esperou, até que o calor da noite contagiasse seu corpo. Esperou, até que o arrependimento se desfizesse junto com as lágrimas que escorriam de seus olhos. E então, quando as lágrimas secaram e o nariz nem estava mais tão vermelho, levantou-se e despiu-se da angústia. Vestiu-se de orgulho novamente e encarou os próprios olhos no espelho: olhos negros como a noite que ia longe. Disse a si mesma que não ia mais se deixar derrubar por sentimentos tão vazios, e voltou à realidade. Porque, afinal, ela não espera você se reconstruir, então que seja rápida.
Quarta-feira, Setembro 29, 2010
Who you are
Segunda-feira, Setembro 20, 2010
Chocolate meio-amargo
Quando um certo alguém desperta o sentimento
É melhor não resistir e se entregar
Quis evitar teus olhos, mas não pude reagir… Eles me pegaram de jeito. E eu, que tento manter meus olhos no horizonte, agora não consigo mais deixar de te olhar. Porque você tem esses olhos que não são castanhos, como o de todos, nem chegam a ser pretos, que isso nem existe: são de um chocolate-meio-amargo, bem do jeito que eu gosto. E eu me pergunto o que há nesse teu olhar que me derrete o coração, que nem sabia eu que chocolate meio-amargo era o meu preferido… Têm um sabor delicioso à distância já, sem até que me olhes nos olhos, me deixando só na vontade de me fazer chegar mais perto. O que me faz imaginar: que sabor teus olhos têm à distância de poucos centímetros? Quis evitar teus olhos, mas já que não consegui… Vontade de prova-los de bem perto.
Andei sem tempo de aparecer por aqui ou comentar os blogs de vocês. Muito trabalho, universidade, show do Lulu Santos na sexta, casamento do tio do namô no sábado e niver do meu maninho domingo. Vida dura essa :D Beijinhos pra quem me lê.
Quarta-feira, Setembro 15, 2010
Sorriso de Mary Jane
Ele me olha nos olhos e diz que me adora: coração-dispara. Ri alto e os olhos ficam pequeninos: riso sincero. Me abraça forte e diz que sou amiga para sempre. O sol vai aparecendo devagar, a noite fria vai esquentando com o calor e o abraço e dando tchau. E logo logo eu vou dando tchau, e até o ano que vem, no próximo carnaval. E ele sorri, aquele sorriso alto, que nem ele, e eu digo que vou sentir falta do riso dele, e diz que ele é quem vai sentir falta do meu sorriso: sorriso igual ao da Mary Jane. Aquela do filme. Eu me encanto: sorrio com os olhos e os lábios. Abraço de adeus.
Lembrei de um amigo-irmão que gostava de dizer que meu sorriso é igual ao da Mary Jane, do filme do Homem-Aranha. Não que seja, é claro, mas saber que meu sorriso para ele era tão belo quanto o dela, ah…. Me deixava assim, sorrindo boba. Vai ver era isso. (História antiga)
Terça-feira, Setembro 14, 2010
Paralelas que se cruzam
Paralelas que se cruzam em Belém do Pará ♪ Engenheiros do Hawaii
Apareceu assim, como um anjo que caiu do céu. Mentira – como um anjo que eu fui ao céu buscar. Palavras tão belas… Nem tão doces a ponto de enjoar, uma pitada de sal a cada ponto parágrafo e uma verdade tão absurda dentro do que havia… Que não deu pra resistir. Nem sabia quem era, de onde vinha, por que se fazia presente a cada atualização. Mas estava lá. Educada, sempre me respondia. Amigável, deixava doces palavras junto às minhas. Afagos quase sempre, críticas vez ou outra, mas presença constante. Que é o que importa, de fato. E foi ficando, desde o início, e não se foi até agora. Me viu crescer, cair, e continua aqui, me oferecendo o que de bom seus dedos conseguem divulgar e sua mente transmitir. Queria eu essa amiga aqui ao lado… Mas vou me contentando com a proximidade que a internet me dá – paralelas cruzadas entre blogs.
À amiga blogueira (eu assim a considero, não necessariamente nessa ordem) que eu achei na internet, quando layouts de blog ainda eram bem feinhos pra nós, mas as palavras eram tão sinceras que nada mais importava. Ela acreditou na matemática, eu acreditei na verdade. E desde então eu não canso de ler os textos dela, nem os comentários. Parecidas em muito, semelhantes em nada, mas a cara não nega: Diana é Diana e Rebeca é Rebeca.
Quinta-feira, Setembro 09, 2010
Sherlock(d)iana
♫ Crua – Otto ♫
Paraense, estudando engenharia e esperando outubro pra dizer que tenho vinte anos. Metida a saber demais, tenho a língua afiada e as unhas curtas. Escrevo pouco, várias vezes, de um jeito estranho e com palavras simples. Adoro vírgulas, reticências e aliterações. Compulsiva por escrever direito; amante de um bem empregado ponto-e-vírgula. Falo de amor como quem o respira, mas sou dura, difícil e complicada - pera aí, o amor também é. Adoro azul-turquesa e flores amarelas, contos, crônicas e ficção científica. Sou apaixonada por séries de tevê e livros policiais, ambos cheios de sangue e assassinatos. Não combina? Quem disse que eu era fácil de entender, mesmo? Prazer, Diana Bruna.
Tem uma parte que não tinha ♪
“Eu não queria que as coisas ficassem as mesmas por toda a eternidade, porque elas sempre podem melhorar.” PJ&O
Aquele brilho nos olhos, aquele quase-beijo – me bastava, sim, mas agora não mais. Por que parar com o bom, deixar tudo na mesma? As coisas sempre podem melhorar. Dos pedaços de amor que eu juntava, agora tem uma parte que não tinha: aquele pedacinho que um certo alguém me trouxe, aquele do cantinho do quebra-cabeças, sabe? Indispensável. Eu agora não quero só mais meia horinha, quero toda a eternidade. Mas meia horinha também serve, viu? Pra ajudar a somar até chegar no para sempre. E não quero só mais o brilho nos olhos, quero o calor e a profundidade, fogo-mar quando eu olhar, que é bem melhor que um rio qualquer. E se antes um pedaço da maçã, hoje quero a fruta inteira – que é para poder juntar quem eu amo e assim dividir o que eu tenho – fruta, amor, abraços. Ah, eu quero muito, não me contento com o pouco-efêmero. Tragam-me um oceano, que o farei durar a eternidade dos meus pensamentos – e me dê um beijo, completo, inteiro, sem a hesitação ou o arrependimento (porque não há coisa melhor, em qualquer tempo).