Quinta-feira, Outubro 28, 2010

(in)equações diferenciais

lim(a)→∞; [w,b]
ʃ w + ʃ b + ᴄ;
d.w ± C (onde c é a constante)
calcule √(L)

e eu nunca soube fazer poesia
e pelo visto nem mais a matemática
as variáveis estão aí
o você e o eu
e a constante
que é o querer
(querer bem, querer estar junto)
mas essa tal raiz de (L)
eu não sei definir
se esse (L) for o amor
qual a razão de ele existir?
ou é conjunto vazio
(não há razão)
ou a solução é indeterminada
(há infinitas razões)
vai saber
no fim, o que importa
é que o amor está aí
junto do eu, do você e do querer

(e o resto deixa para os matemáticos)

Terça-feira, Outubro 26, 2010

Minha menina

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Meu amor, minha flor, minha menina, eu sei que faz um tempo. É que o vento sopra para o leste, e sabes que só ando para o sul. Que é para te encontrar. Além do que, o saber onde estás tem-me fugido à mente, apesar de que a alma acaba por sentir por onde corres. Mais ou menos. Não é nada boa para meus olhos essa ausência incômoda, nem tua repentina mudez aos meus ouvidos. (Porque a lágrima escorre quente na frieza do silêncio). Não me agrada essa tua mania de correr do meu abraço, então, me diz, o que eu faço, para que não doa ao respirar? O sobe e desce do teu peito ressoa fraco à tal distância que deixa até difícil recordar o sabor que tem. Mas ainda recordo, um pedacinho verde que seja. Minha menina, aparece logo no horizonte dos meus braços, que esse teu escape já não cabe mais na minha sensatez.

Hoje, 26 de outubro, é meu aniversário. 20 aninhos. Gostou do texto? Ganho presente? hehehehe :) Aceito comentários, chocolates e chaveiros. Beijos, amores, e desejem-me tudo de bom.

PORQUE MEU BEM FAZ ANINHOS
Carlos Drummond de Andrade
Porque meu bem faz aninhos
um raio de sol dourado
entrelaçou mil carinhos
pelo céu, de lado a lado.

(…)

Hoje eu brinco, pulo, canto,
assim como os passarinhos,
e mais eu canto me encanto
porque meu bem faz aninhos.

Domingo, Outubro 24, 2010

Da cor da alma

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Alma não tem cor ♪ Zeca Baleiro

A beleza de olhar de dentro para fora a cor do mar. A alma sente o que o sentimento não percebe. Sentir, ver, sorrir. Subir nas pedras como quem escala o mundo é não mais que o simples. O vento frio arrepia a pele enquanto o sol esquenta o coração e a alma se dá bem entre os dois. Catar as conchas da areia sonhando em um dia alcançar as estrelas no céu e trazer pelo menos uma ou duas de recordação. Pedaços de papel, pedaços de olhares, pudim de leite e sorrisos nos rostos. Alegria estampada na ponta do nariz. Alongar-se nunca foi tão bom. Sentir o amor que o vento traz… Sentir que o hoje é sempre mais. Mas… Não é bom olhar para trás, o momento é bom demais. Subir e descer as colinas como sobe e desce meu peito ao respirar. É preciso recordar, assim como é preciso respirar.

Passei 11 dias viajando, quatro dias de congresso e uma semana de passeio. Foi bom pra desestressar, deixar o coração esquecer as dores e renovar a alma. Voltei de coração mais leve e mente fresca. O frio de São Paulo quase me mata, e isso porque nem estava frio. :) Sentir a água fria do mar do sul causou aquele arrepio na pele que a gente torce para não passar. Mas estou de volta, e o blog também. Não me abandonem, por favor. Um abraço com gosto da água do mar que eu não tive coragem de banhar.

Quarta-feira, Outubro 13, 2010

Feli(z)cidade

O vento frio contrastava com o sol escaldante que queimava seus cabelos recém-pintados de castanho quase escuro. A pele começava a descascar no nariz, que sofria com a brusca mudança de temperatura. As pontas dos dedos frias, os pés doendo do tênis que ela precisava usar o dia inteiro. Olhos cansados querendo fechar-se de sono pelas noites curtas e dias longos. Olhando-a de longe, exausta.
De perto só que se nota o brilho nos olhos de encantamento com tudo que via. De perto só que se via que os lábios um tanto ressecados erguiam-se nos cantos de alegria com tudo que fazia. De longe ela era só o frio, de perto o calor que vinha de dentro. Mãos geladas, mas de coração aquecido, renovado. As melhores férias. Não fosse a saudade...

Quinta-feira, Outubro 07, 2010

Leve(me)

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Luzes apagadas, cheiro de noite no ar. Brisa suave pela janela entreaberta. Sono pesado, respiração leve. Coração leve, amor leve. Suave como a brisa, doce como o beijo que durou a noite toda. Leve como acordar juntinho, com o sol entrando fraquinho.