Sexta-feira, Novembro 12, 2010

Das terças-feiras de chuva

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Lembra daquele dia em que saímos correndo da escola pra encontrar aquele menino que eu tanto gostava? O sol brilhava forte e o suor escorria no meu pescoço, eu quase posso sentir ainda agora. Daí eu lembro da nossa conversa boba, sobre o talvez de ele não gostar de nós aparecermos sem avisar na frente de todos os amigos dele, e eu sempre repetia que não importava, que só ver o sorriso dele bastava. Mas acho que me bastava mesmo era de sentir você ao meu lado enquanto íamos naquele ritmo de quase correr atravessando cinco quadras até juntas, rindo e brincando e imaginando o que iria acontecer. Acho que lindo mesmo era saber que eu tinha você do meu lado para me apoiar quando eu precisava de uma amiga e uma companhia nas minhas terças-feiras de correria, principalmente no mês de dezembro que insistia em chover todo dia bem na hora que a gente saía, e íamos assim mesmo, tomando banho de chuva e correndo, chegando lá e rindo bobas sem ninguém entender o porquê. Só você sabia, e eu também, que era riso de amiga que enfrenta chuva e sol pela outra, que anda e corre cinco quadras toda semana só para ver os olhos da outra brilharem de paixão por um qualquer que seja.

Saudades das terças-feiras de chuva, em que éramos nós e isso era bom,

Aninha.

For the record: essa não é uma história real. Não aconteceu comigo nem com um amigo de um amigo meu. Simplesmente surgiu formada na minha cabeça. =D

Segunda-feira, Novembro 08, 2010

Uma porção de mim

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Coloque açúcar, livros e uma pitada de criatividade. Misture bem, até que fique tudo azul. Junte um par de óculos, unhas de cores fortes e camisetas sem estampa. Cozinhe em fogo alto até dourar. Adicione um par de asas, uma mente fértil e maligna, um sorriso constante e uma amizade incondicional: está pronta, Diana Bruna. Sirva quente, acompanhada de palavras bonitas ou textos sem sentido. Bon apetit. Mas cuidado para não queimar a língua.

(Nada como uma boa aula de eletricidade para ligar o cérebro)

Domingo, Novembro 07, 2010

A tal definição do amor

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Amor é um sentimento de loucos, é loucura de poucos, é não viver por depender de uma pessoa, é gostar de estar à toa, se for à toa com uma certa pessoa… Amar é apreciar as gotas da chuva que caem, é sentir que o sol brilha como se sorrindo, apenas ao pensarmos na pessoa amada… Amar é saber viver a vida do outro, e deixá-lo aprender a viver a sua. Amor é felicidade, e também tristeza ao estar afastado; amar é querer estar sempre ao lado. Amar é viver, sentir, gostar, brincar… O amor não guarda rancor; se verdadeiro e sincero é esse amor, jamais se perderá do pensamento o amado. O amor é o encanto dos anjos, o feitiço dos magos, a força divina que move a vida humana… Esse tal amor é coisa complicada, mas que eu amo viver!

(Achado no mesmo caderninho que esse aqui, escrito lá pelo meio de 2007. Sentimentos que nem são mais bem assim, da época que eu não tinha blog nem coragem de mostrar o que eu escrevo, e mal e mal escrevia sobre amor… Coisa que eu nem sabia o que era – não que saiba muito  agora, mas deixou de ser esse amor míope do texto aí em cima.)

Quarta-feira, Novembro 03, 2010

Juntinho

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Não importa se grito vem de longe ou é sussurro ao pé do ouvido: saudade dói. A vontade de ter perto só aumenta a cada minuto que passa; cada hora é como uma semana. O coração aperta, a barriga congela e as mãos suam de ansiedade. É, saudade. O pensamento voa por todos os lados… E isso só acaba quando o outro chega; só acaba quando o colo esquenta, as mãos se apertam, a cabeça encosta no peito. O braço aconchega o corpo, as pernas se entrelaçam e o sono é o mais tranquilo. Mas só assim, juntinho, juntinho.