Terça-feira, Abril 26, 2011

Sorriso de plumas

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Eu me pergunto qual é a cor do mundo olhado daí do outro lado.

Amanheci sorrindo. Olhar teu sono tranquilo me aquietou noite adentro e eu dormi bem. Ter que sair correndo e te abandonar foi tão mais difícil do que eu lembrava… O que me consola é saber que, no fim da noite, depois de um longo dia, eu chego em casa e encontro você aqui, me olhando e sorrindo macio, como todos os dias. E pensar que eu já cogitei alguma vez deixar você… Meu coração palpita rápido, acelerado, nervoso e envergonhado desse sentimento. Ele não quer deixar você, sabia? Nunquinha. Porque é tudo tão bom aqui, no fim da noite, no frio ou no calor das madrugadas dessa nossa cidade, e ele já acostumou com teu coração. Acostumou, porque é bom, porque faz bem, não porque se acomodou. Meu coração não acomoda, ele é inquieto. Combina com o seu, né? Mas é como eu sempre digo: a gente combina, encaixa, perfeitamente. Feitos no molde um do outro, errados e tortos mesmo. Só o coração que é igual. O mesmo amor, o mesmo tamanho... Amanheci sorrindo por estar ao lado seu. Anoiteço levemente, até quando você não passa a noite, só de saber que logo logo estará pertinho, coração com coração. E sorrio leve, macio, quase um travesseiro de plumas.

Tanto tempo que meu coração não me trazia até aqui… Saudade de tudo, de vocês, de mim, das minhas rimas em prosa. Não me abandonem. O coelho corre na minha frente gritando que está atrasado, mas eu já já o alcanço. Um beijo.

Quarta-feira, Abril 13, 2011

Saudade de chumbo

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De repente toda mágica se acabou e na nossa casinha apertada

tá sobrando espaço e tá faltando graça.

 

Não gosto desse tom de cinza que tem se apoderado das paredes do meu quarto. É como se todas as nuvens tivessem resolvido que meu mundinho não merece mais o sol. Não gosto desse gosto que ficou na minha boca depois que você partiu. Tem sabor de incoerência, não combina com a solidão que se alojou em mim. E esse cheiro tão seu, impregnado na minha pele… Tem tanta presença tua entre as minhas paredes que incomoda. Lotou o recinto de você. E você, agora tão longe de mim, não sai de mim. Minha alma dói de saudade, mas eu sei que você não volta. E o cinza das paredes escorre por entre meus dedos.

 

Ao som de “Saudade de Chumbo”, by Anitelli.

Sábado, Abril 09, 2011

Muito prazer,

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ao seu dispor se for por amor às causas perdidas ♪

- Prazer, eu sou um cara cheio de defeitos. Foi assim, sem a máscara no rosto, que você chegou em mim. Despido de mentiras, trazendo consigo um sorriso e a mão estendida em minha direção. Não abriu as portas da minha alma, mas pelo visto já começou pelo caminho certo, procurando as chaves.