
Criou asas e pulou do alto da torre: o vento frio lhe beijava a face. Ela rodeou as casas de telhado bonito, até reconhecer a que procurava. Bateu asas levemente, alcançou a janela do segundo andar, a única com as luzes ainda acesas. Recostou-se no parapeito, do lado de fora, olhando. Admirando. Sorria sozinha enquanto observava o outro do lado de lá do vidro. Não precisava estar lá com ele, só saber que estava bem. Anjo da guarda é isso.
Não estava sonhando; lia.
